Sara Winter preencheu formulário pra ser feminista radical mas foi rejeitada, afirma ativista

Após passar por um processo de seleção rigoroso, em que representantes do feminismo radical bateram o olho nela e falaram imediatamente “ah não, você não, sai pra lá nazista de merda” ao verem a Cruz de Ferro da ex-Femen tatuada no peito, e bem, verem que ela tinha o nome e a cara da Sara Giromini, conhecida neonazi de São Carlos, interior de São Paulo, a ex-Femen teve sua inscrição rejeitada.

“Desde 2012 a gente tem que lidar com esse encosto”, afirma a ativista, que conversou com a redação do Blogueiras Radicais em condição de anonimato. A colaboradora do dossiê Femenputecidas, que há 8 anos monitora as atividades da ex-neonazista, ex-Bolsonarista e atual neonazista de novo, pediu para que sua identidade fosse preservada porque não aguenta mais explicar isso. Exausta, ela teme ser procurada pela mídia comercial para mais entrevistas explicando o óbvio.

Caso aprovada, Sara Winter receberia em casa gratuitamente uma Carteirinha de RadFem, expedida pela entidade competente. “É tipo a carteirinha da UNE, e também oferece descontos”, explica a ativista, responsável pelo financeiro da Associação Brasileira das Pessoas que Sabem que a Sara Winter Nunca foi Feminista, Menos Ainda Feminista Radical. “O desconto chega a ser até maior que a carteirinha do estudante em artigos como maquiagem, salto alto e até botox”, ressalta, “nesses casos a economia é 100% porque assim que recebe a carteirinha, você ganha a opção de não comprar os itens”.

“Sextremistas” eram botadas pra correr por feministas em atos

Em ato organizado por entidades feministas na capital paulista, mulheres que tentavam protestar contra o vagão rosa se depararam com mais uma tentativa de aproximação de Sara Winter, que estava tentando emplacar o Femen no Brasil. “A gente ficava tentando jogar um paninho em cima pra ela não passar vergonha, um horror”, relembra a ativista do Femenputecidas. No fim, as cerca de 150 feministas expulsaram Sara do ato, porque mesmo em 2014 ela não era feminista.

A frase escrita no corpo de Sara, “isso não é um convite”, foi noticiada como um protesto contra o assédio masculino, quando na realidade era uma crítica às falas das próprias organizadoras do ato, que repetiam constantemente para Sara que “isso não é um convite” para que ela comparecesse toda vez que criavam evento de ato no Facebook.

Sara Winter é vista no meio de uns caras aleatórios em ato contra o vagão rosa. As feministas não deixaram ela ficar perto. “Ai buceta, aí ó, a mídia comercial vai vir e só vai fotografar essa porra dessa neonazista e ainda vai falar que aquilo era o protesto feminista, de novo, é de cair o cu da bunda”, uma das organizadoras grita ao fundo. Foto: Leonardo Bessanatto / Futura Press

Feminismo não é bagunça: ativista reflete sobre erros do passado

“A gente aprendeu com os erros né, depois de um monte de gente fazendo cosplay de pobre e fingindo que era negro pra entrar em cota universitária, tivemos também que fazer um processo de heteroidentificação”, explica a ativista. Ela conta que Sara Winter nunca aceitou a rejeição e precisou procurar vários grupos de mulheres até encontrar o Femen, que tinha sido fundado por um doidão ucraniano, e finalmente ser aceita. A ativista explica também que, por conta da demanda, existe a opção de homoidenticação para as lésbicas.

“Assim como ser mulher, ser feminista não é uma identidade autodeclarada”, ressalta. “Você precisa ter uma história de ser mulher e/ou feminista, uma trajetória, e é muito, muito importante que todas as outras pessoas pra quem você declara que é mulher ou feminista não reajam dizendo ‘TÁ MALUCA? SAI DAQUEER”

Aviso: esse é um texto satírico, mas é baseado em fatos reais. Realmente entrevistamos uma ativista séria que monitora neonazistas há mais de uma década no Brasil, e as informações relevantes sobre a história do Femen e da Sara Winter estão linkadas no post. A situação da expulsão dela do ato realmente aconteceu, ainda que as aspas sejam falsas. Sara Winter nunca foi feminista. Seja contra ou a favor do feminismo radical, não espalhe bobeira. Qualquer dúvida, chama a gente aqui nos comentários.

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