Por onde andam as Blogueiras Radicais?

A gente ficou um pouquinho sumida na semana passada. Depois do batidão das duas primeiras semanas correndo pra produzir conteúdo relevante com um coletivo bem pequeno, fazer material pra divulgar, responder todo mundo nas mídias sociais (estamos devendo respostas pros e-mails, mas logo logo vai rolar!), a gente teve que botar o pé no freio pra replanejar. Estamos ainda bem no comecinho, mas crescemos muito mais rápido que a gente imaginava. Enquanto escrevo isso, já somos mais de 2 mil mulheres radicais, somando quem lê direto o blog e nossas seguidoras no Instagram, Twitter e Facebook (tem também o nosso grupo, o Bobeiras Radicais – já entrou lá?). A gente agradece demais todo mundo que tá acompanhando e ajudando a divulgar nosso projeto, incluindo aí outros sites de feminismo radical que já são gigantes e nos deram as boas-vindas curtindo, compartilhando e indicando nossos textos pras suas leitoras.

Foram duas semanas intensas, com o feminismo radical entrando em pauta nas redes de quem odeia a gente e preferia fingir que a gente não existe. Demos conta de comentar parte do que rolou, mas algumas coisas que estavam no nosso radar acabaram não entrando no blog. Tem muita, muita coisa mesmo que a gente quer falar, muitos assuntos pra cobrir. Mas tem um em específico que ficou na nossa cabeça, e tem a ver com a lógica de rivalidade feminina e policiamento da linguagem e do comportamento das mulheres dentro e fora do feminismo.

Entre os vários elogios que a gente recebeu via e-mail e inbox, teve alguns que ressaltavam o que perceberam como diferenças entre a gente e outras publicações feministas radicais. Mais especificamente, elogiando nosso tom moderado e a “pacificidade” do Blogueiras Radicais. Por mais bem intencionados que esses elogios sejam – agradecemos mesmo os retornos, pessoal, valeu demais! – no fundo, eles trazem uma crítica. Pensamos bastante e percebemos que, ainda que a gente entenda o que as pessoas quiseram dizer, precisamos conversar com vocês que estão acompanhando nosso trabalho desde esse comecinho e explicar melhor a nossa linha e o que vai aparecer por aqui.

A gente abre nessa semana a discussão sobre o feminismo bonzinho e o feminismo do mal, que na nossa opinião nem deveria ser uma polêmica dentro do feminismo radical. Vamos ter texto todo dia essa semana, começando a partir de amanhã de manhã. Aproveitem pra compartilhar com a gente as opiniões, discordâncias e o que mais sentirem lendo esses textos. Boa semana!

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